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Patricia Martins

Xico Gaivota

“O seu trabalho não é só aquilo que se vê, é essencialmente aquilo que não se consegue ver”

Assim que ficamos a conhecer a historia do Ricardo, a Madalena quis por mãos à obra, com coisas que colecciona com lixo que apanha pelos lugares que passamos.

Mais do que arte, o Xico Gaivota é um grito, é um alerta para todos!

E o que mais me espanta, é a naturalidade, e a forma como consegue, passar ás crianças, o essencial!

E mais uma vez, a prova que podemos percorrer milhas, anos a trabalhar ao lado do que ambicionamos, mas se nos deixarmos guiar pelo nosso farol, mais tarde ou mais cedo, chegaremos ao nosso porto!

Vamos aguardar a exposição e vamos continuar por aqui a ajudar o Xico a diminuir a nossa pegada!

Podem ver a reportagem aqui.

Ainda sobre o dia da Mãe

Ainda sobre o dia da mãe… Para mim que já passei dos 40, assumo a minha lamechice aguda no primeiro domingo do mês!

Mas o melhor presente foi me oferecido ontem, quando a minha Vaiana vem directa à mesa de jantar, interrompe me a degustação da carbonara e sem pré aviso me abraça e me agradece o presente de Natal!

Os melhores presentes não precisam de laço visível, não chegam por datas marcadas no calendário, nem se vendem na Tyger!

Aquele abraço e aquele brilho nos olhos da minha filha vêem lá da infância dela!!! Daquele lugar onde tudo se semeia… E só com amor e espera, rega, fé e sorte um dia se colhe! 
E agora vou so ali ver se me entrou um mosquito para o olho!

A tua praia

Quase tudo o que amamos e admiramos é um tanto nublado… Coisas que estão do avesso. Temos uma roupa exterior, uma capa à vista mas uma alma que nem sempre se deixa ver.
Somos como esta paisagem de infância, cheia de infinitas memórias que nos moldaram como as escarpas escondidas no nevoeiro da nossa praia.

Só vale a pena esperar, por aquele que espera contigo o sol, e ali fica para nos adivinhar quem somos por dentro, dia após, dia.

Nada é mais valioso, do que ter alguém que nos consegue ver para lá do nosso tamanho, para lá da pele que nos protege dos Invernos da vida.

E assim a melhor viagem é aquela que consegues fazer até à infância de alguém.

E quem já não sabe o caminho para lá, quem não sabe de onde veio, não lhe serve a terra à vista, porque então o barco está parado.


O velho e o mar.

No dia que se instalava a crise energética em Portugal, como sugestão da Madalena fomos passar a tarde à nossa Praia.

A Praia da Maças, já faz parte do lugar que escolhemos para gravar as melhores memórias.

E depois de encher os pés de areia, de encontrar mil tesouros escondidos e uma joaninha da sorte, encontramos o Sr. Espinha, assim como é conhecido na terra.

Espinha por ter nascido tão pequenino que cabia numa caixa de sapatos, igual a dos nossos bichos da seda.

Dizia-me ela, que não devia falar com estranhos, que podem ser maus.

É difícil equilibrar a socialização, promover um crescimento seguro versus o sensacionalismo e o pânico que assistem nos meios de informação, ou nas conversas de crescidos.

Os nossos filhos vivem na era do sms, da vídeo chamada, do facilitismo da demonstração de emoções, através de emojis!

Não vale o 8 nem 80!

E sim, há pessoas más, mas quero que cresçam com segurança e com a certeza que, estranhos também podemos ser nós, sempre que nos isolamos na bolha da altivez, a roçar a arrogância. Ou sempre que nos escondemos, atrás de uma tela e trocamos caracteres e nos tornamos quase bichos!

Gosto muito de ouvir as histórias, desta gente da nossa terra. E foi uma alegria para a Madalena, conhecer o palácio secreto dos crustáceos gigantes, ou cá para nós, o viveiro do Restaurante mais conhecido da Praia da Maças.

Resta agradecer ao Espinha que contemplava o mar e me fez lembrar um dos meus livros preferidos!

Vamos voltar, com estas fotografias em papel, para que não se percam no digital, assim como se vai perdendo a comunicação,no real.

Educar para a não violência.

A violência domestica apresenta um numero assustador de vitimas mortais. Ficamos todos chocados e a maioria alinha na entre-ajuda para a sensibilização da sociedade em relação a este assunto. Não pode mesmo ser ignorado, mas há que pensar agora como travar tudo isto, quando temos juízes a serem, eles, os próprias a atirar as restantes pedras!

Continuo a achar que desta vez a maior arma contra a violência no Mundo chegará através da educação e por isso foi muito bom ver tantas crianças ali, a cantar em uníssono, que “ninguém é de ninguém”!

Espero, que com tanto sensacionalismo não se generalize tanto em género e que se comece (em casa e na escola) a aprender para lá do corpo humano, dos ossos, ou dos musculos, para lá do sistema reprodutor!

Tem que haver espaço para promover a auto estima, a confiança, os valores de amizade e respeito pelo outro.

A Educação Social, deveria ser disciplina obrigatória, já que nem todos têm a sorte de ter em casa o exemplo, ou terem professores que fazem mais do que vêm no plano curricular.

Pedagogia do Amor

Não há filhos iguais, nem nós, tão pouco somos sempre os mesmos pais.

Mas há este percurso maravilhoso da maternidade, muitos desafios que nos fazem aprender.

Há a intuição e as vezes a humildade de dizer que, não sabemos como reagir aquela situação.

As vezes, também há a dúvida, se as escolhas que tomamos são as certas.
Mas talvez as escolhas, sejam apenas escolhas que nos fazem reagir. Boas ou menos boas revelam acção, interesse e resiliência.

Como diz a minha mãe parar é morrer.

Escolhi esta fotografia, porque me lembra aquele dia solarengo, de sol inesperado em que não havendo a protecção do chapéu, se improvisou uma pirata linda!


Porque a educação também é este reinventar diário.

Cara 33

“Crianças reclamam. Reclamam após um dia incrível na piscina com os amigos. Reclamam depois de uma festa de aniversário sensacional, reclamam quando viajam para os lugares mais fantásticos e quase anti reclamação, como a Disney, por exemplo. Reclamam se estão cansados, com fome, com sono. Se estão entediados, se estão agitados. E sabe como os adultos reagem? Igual as crianças. Reclamamos de volta. Nos magoamos e ressentimos pelo não reconhecimento do nosso esforço, seja fisico, emocional ou financeiro. Mas essa raivinha não ensina muito.
As crianças precisam sim aprender o sentido da palavra gratidão, precisam entender seus privilégios quando eles existerem. E a gente faz isso tirando da frente a nossa necessidade de ser agradado. O reconhecimento não pode ser confundido com uma dívida: fiz tudo por você e o que recebo é esse comportamento? 
Nossos filhos terão atitudes mesquinhas. Eles estão aprendendo a ser gente e na hora que coloco as cartas na mesa com esse peso, não estou construindo, estou, na melhor das hipóteses, fazendo um consórcio emocional.
Precisamos conseguir estabelecer canais de comunicação mais eficientes com as crianças. Gratidão não é moeda de troca. É o entendimento de que as coisas ao meu redor são especiais e eu sou especial por viver nesse tempo, nessa vida. Esse conceito é carregado de uma sofisticação extremamente simples, mas que levamos muito tempo para aprender. “ Lua Barros

Duas horas em Barcelona

Só hoje consegui editar e passar para o blog as 2 horas de escala em Barcelona!

Foi uma paixão igual aos primeiros amores de uma vida!

Foi um suspiro apertado, foram borboletas na barriga e uma vontade gigante de rasgar o mapa, perder o voo e me perder nas Ramblas ou no Bairro Gótico! 


Não sei se foi a arquitectura, se foi a Catedral do mar, se foi
o amor à primeira vista, ou a mão dada ao amor para sempre…

Mas foi intenso e foi só um beijo…

Não trouxe souvenir, nem visitei coisa alguma com a desculpa esfarrapada de que quero voltar em breve para viver Barcelona com a mesma intensidade com que se vive um amor de verão, aos 16!