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Fada dos “Nicórnios”

Não sou amiga do Carnaval, nem lhe gabo os disfarces.

Não sou presença assídua nos cortejos mas gosto de compactuar com tudo

o que convida à liberdade de se ser o que se quiser.

 

Hoje no caminho para a escola:

“Mãe a minha amiga vai de Unicórnio e de certeza que ela tem aquela bandolete do Unicornio”

“Mas a mãe nao encontrou, e tens outras coisas muito giras, pareces mesmo uma fada de Unicornios”

“Oh mãe mas ela é muito vaidosa, eu nao sou.Por isso não faz mal. Ser muito vaidosa é como comer sempre bolachas muito muito doces”.

“Então e tu és o que?”

“Sou a Madalena Feliz” 🙂

 

 

A vida é para a frente

“Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade (…)

Nunca cultivar a dor, mas lembrá-la com respeito,

por ter sido indutora de uma melhoria, por melhorar quem se é.

Se assim for, não é necessário voltar atrás.

A aprendizagem estará feita e o caminho livre para que a dor não se repita.”

 

Sobre o nosso fim-de-semana

Começamos por arrancar à sexta-feira, prego a fundo na saudade. Em sprint, corremos para chegar rápido ao pé uns dos outros.

Assim que chegamos e fechamos a porta à semana agitada, mergulhamos em banhos demorados e já nada mais nos faz acelerar.

Acendemos as velas como manda o “hygge”, estendemos a melhor toalha e ao menor sinal de prioridade, deixamos que as migalhas abram caminho, à conversa que temos para por em dia. Depois, como bom português, ficamos horas à mesa entre canecas de chá para todos, mantas pirosas e histórias por contar.

Devagarinho entramos, no fim de semana.

Com mais ou menos frio, não há meteorologia que nos trave!

Ir para a rua é sentido obrigatório e não vale dar boleia à pressa.

No domingo, deixamos que a preguiça acorde com o cheiro a café e torradas acabadas de fazer e lá vamos nós de novo até onde o gps interno nos quiser levar.

A maninha não aparece nas nossas fotografias, porque foi para o Chiado com a avó. Uma outra espécie de arte 🙂 A arte dos saldos!

O dia a seguir ao Natal

“aprendi,

que posso ter muitos recomeços na busca do meu final feliz, que muitas vezes esse final feliz é só seguir em frente, que nem tudo o que desejo é o que preciso, que na vida não importa tanto as quedas que dou mas sim a forma como me levanto, que podemos duvidar de tudo, menos de nós mesmos, que há pessoas (e coisas) que não se perdem: nunca vieram para ficar, que há certas dores na vida que têm mesmo de acontecer, e que entre o certo e o errado do resto do mundo, devo escolher (sempre) o que me faz feliz.” – às nove no meu blog


 

À nossa maneira desenhamos este natal.

Abrimos as portas da nossa casa e estendemos a melhor toalha comprida.

Lado a lado sentamos os nossos pais e avós e entre candelabros, velas e enfeites, espalhamos a gratidão.

Perfumamos a sala com sonhos e canela e entre olhares cúmplices juramos ficar juntos por todos os Natais da vida.

 

 

Sobre este nosso Têzero onde eu quero fazer morada

O nosso Têzero é Verão mas tal e qual como nós (cá em casa),

atravessa o inverno de mochila carregada do melhor que ele nos têm para dar.

O nosso Têzero gosta das paragens para reflexões salgadas,

gosta de acordar com a musica das ondas gigantes de Outono.

O nosso Têzero ainda não tem muitos adornos,

mas tem uma cama atlântica onde a lua é a nossa luz de cabeceira.

O nosso Tezero ainda nao tem luzinhas do Pinterest,

mas tem chá em canecas de viagem e as meias de lã são o nosso pequeno luxo!