




No dia que se instalava a crise energética em Portugal, como sugestão da Madalena fomos passar a tarde à nossa Praia.
A Praia da Maças, já faz parte do lugar que escolhemos para gravar as melhores memórias.
E depois de encher os pés de areia, de encontrar mil tesouros escondidos e uma joaninha da sorte, encontramos o Sr. Espinha, assim como é conhecido na terra.
Espinha por ter nascido tão pequenino que cabia numa caixa de sapatos, igual a dos nossos bichos da seda.
Dizia-me ela, que não devia falar com estranhos, que podem ser maus.
É difícil equilibrar a socialização, promover um crescimento seguro versus o sensacionalismo e o pânico que assistem nos meios de informação, ou nas conversas de crescidos.
Os nossos filhos vivem na era do sms, da vídeo chamada, do facilitismo da demonstração de emoções, através de emojis!
Não vale o 8 nem 80!
E sim, há pessoas más, mas quero que cresçam com segurança e com a certeza que, estranhos também podemos ser nós, sempre que nos isolamos na bolha da altivez, a roçar a arrogância. Ou sempre que nos escondemos, atrás de uma tela e trocamos caracteres e nos tornamos quase bichos!
Gosto muito de ouvir as histórias, desta gente da nossa terra. E foi uma alegria para a Madalena, conhecer o palácio secreto dos crustáceos gigantes, ou cá para nós, o viveiro do Restaurante mais conhecido da Praia da Maças.
Resta agradecer ao Espinha que contemplava o mar e me fez lembrar um dos meus livros preferidos!
Vamos voltar, com estas fotografias em papel, para que não se percam no digital, assim como se vai perdendo a comunicação,no real.















