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A tua praia

Quase tudo o que amamos e admiramos é um tanto nublado… Coisas que estão do avesso. Temos uma roupa exterior, uma capa à vista mas uma alma que nem sempre se deixa ver.
Somos como esta paisagem de infância, cheia de infinitas memórias que nos moldaram como as escarpas escondidas no nevoeiro da nossa praia.

Só vale a pena esperar, por aquele que espera contigo o sol, e ali fica para nos adivinhar quem somos por dentro, dia após, dia.

Nada é mais valioso, do que ter alguém que nos consegue ver para lá do nosso tamanho, para lá da pele que nos protege dos Invernos da vida.

E assim a melhor viagem é aquela que consegues fazer até à infância de alguém.

E quem já não sabe o caminho para lá, quem não sabe de onde veio, não lhe serve a terra à vista, porque então o barco está parado.


Chegar ao cume de uma montanha

“A infância é uma máquina de espanto.

Já todos passámos por essa máquina, mas é bom que a conservemos.

E que essa disponibilidade para aprender, para ver, ouvir, perguntar, persista.

Vivemos com os olhos colados nos sapatos, e deixámos de abrir a janela, de olhar para as estrelas.

Desistimos de olhar mais para longe.

Aquilo que move a história não são os nossos sapatos, é um ponto que algures contemplamos mais longe.

 

Há uma história engraçada, oriental, que conta de um velhote que quer chegar ao cume de uma montanha.

Faz uma paragem numa estalagem do caminho e o estalajadeiro convence-o de que já não tem condições de chegar ao cume.

E ele diz: “Já atirei para lá o meu coração, e por isso sei que vou chegar”.

A coisa mais importante é atirarmos para longe o nosso coração.

Haveremos de chegar, com maior ou menor dificuldade, com maior ou menor lentidão.” –

José Tolentino Mendonça

 

Amor no trabalho

Esta semana fomos juntos à Palestra do IPF.

Achei que fazia sentido

raptar-te a meio da tarde e levar-te um bocadinho mais para o meu Mundo.

Assim como amo, ver-te desenhar  também sou fã da tua evolução na fotografia.

É bom sentir que os nossos mundos se conjugam em todas as partes!

 

Na palestra a Adriana falou sobre a importância da identidade pessoal.

Discutiu-se a importância de buscarmos as nossas inspirações,

seja no que já somos,

seja nas viagens que fizemos,

nos livros que lemos,

nos pintores que adoramos…

Sem filtros conclui que na fotografia e na vida à que ser integro e respeitar acima de tudo a nossa essência.

O resto o amor acrescenta!