Foi no verão passado, num final de tarde nas nossas Azenhas, entre mergulhos e brincadeiras na areia molhada que desejaram MUITO ter um cão.
Na altura foi “batizada” por “Concha”. Passou assim, a ser parte integrante de muitos desenhos de família.
O verão terminou, o invernou passou e a primavera trouxe-nos este presente a fazer lembrar todas as nossas histórias de sol e mar.
Fomos busca-la ao canil no passado sábado. Não teve uma vida fácil, mas tem a sabedoria de ser grata às coisas boas e isso é suficiente.
A Concha é muito meiga, agradecida, brincalhona e MUITO doce.
Em poucos dias encheu os nossos corações de alegria e já nos ensinou que a gratidão e o Amor valem mais que qualquer lamento e que viver o “aqui e agora” é a melhor forma de ser inteiramente feliz.
Não sei se fomos nós que a adoptamos, se foi ela que nos escolheu. Sei que já não somos apenas 5! Temos um novo membro na família e TANTO para aprender com ela!
“Nós não somos assim”, disse um dos seres humanos. Pois não. Nós somos neuróticos. Pensamos sempre que poderíamos estar melhor: poderia ser Verão; poderíamos ser mais novos; poderíamos ter mais tempo para estarmos uns com os outros. Os cães nunca pensam nessas merdas. Não perdem tempo ou energia mental a contemplar alternativas. Estão cem por cento no aqui e no agora. Acham que as condições actuais são excelentes, que têm imensa sorte de estar ali e que tudo indica que as coisas ainda vão – inconcebivelmente – melhorar. Como é que ninguém se lembrou de estudar os cães? São eles que têm o segredo da felicidade. Sabem amar como ninguém e fazem a festa toda com os pequenos gestos de amor que recebem das pessoas que amam.”
– Miguel Esteves Cardoso –







