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Patricia Martins

Os bullies são muitas vezes “sonsos” com bons apelidos e com boas notas.

“Não provoca qualquer trauma a uma criança que os pais lhe digam “não”, muito menos que a ensinem a respeitar os outros, nem é traumatizante para uma criança que os pais mostrem “cara feia” perante uma asneira, muito menos que a repreendam quando faz um daqueles disparates que têm de ser corrigidos no momento.   Agora vamos explicar aos pais como se eles tivessem 10 anos: ” repreender a serio é como a sopa por exemplo, não provoca traumas, apenas garante boa saúde!”

“Não a torna infeliz para a vida, corrigi-la quando se porta mal na escola. Na posição dos especialistas em comportamento humano, o que deixa marcas profundas numa criança e que a vai acompanhar pela vida, é o que os pais não dizem para a repreender, bem como as atitudes diárias que transmitem e que, podem fazer com que a criança se sinta abandonada e só. “

“São estes que na adolescência dão mais trabalho aos pais! São estes que quando são chamados ás escolas acham sempre que se o filho fez mal a alguém a culpa é do outro!”

(retirado da internet) – Autor desconhecido

“Os bullies são muitas vezes “sonsos” com bons apelidos e com boas notas”

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Eduardo Sá

Um filho igual a mim.

É saudável ambicionar o filho perfeito? Ou será um acto de inflação do ego, considerar que as nossas crianças, sejam de alguma maneira, um congénere nosso?

Um reflexo na nossa vaidade excessiva?

Este querer tanto, uma “cópia” nossa, será a falsa teoria, de que só se forem igual a nós os conseguimos decifrar, entender, educar?

Quando procuramos ter o filho igual à criança que um dia fomos, não estamos a permitir conhecer quem temos à nossa frente, mas sim estamos à procura de alguém, sem contradições nem diferenças que nos possa assim, simplificar esta arte tão difícil, que é separar o filho das nossas ambições pessoais, das nossas sombras e medos….

Rara são as vezes que ouvimos com orgulho, pais enaltecerem as diferenças que os acrescentam e isso deixa-me a pensar que, há miúdos que crescem a pensar que têm que ser aquilo que agrada aos pais, e na tentativa de não os desiludir vão se anulando!

Mas quem somos nós para achar que fazer equitação é melhor do que dançar hip hop? Mas que direito temos nós de os vestir todos iguais se eles querem escolher a sua roupa?


Aldeia da Praia

Sexta-feira de sol em Lisboa. Caf´s encerrados, nós atarefados mas lá conseguimos a tarde toda para esticar a toalha e as horas, no melhor dos sentidos.

Com os telemóveis em modo avião, encolhemos os ombros à nuvem e com umas malhinhas a mais, fizemos frente ao frio!

E para aquecer a alminha arrepiada, fomos matar saudades da melhor pizza da Aldeia!

Sugestões para livros de ferias aqui


As melhores pizzas do mundo Souldough
A de pesto – a nossa preferida!
Piscina da Praia Grande

Pai

Desejar que um filho ganhe sempre é como desejar que seja  feliz todos os dias. É um erro soletrado, do coração para fora, na mais ingénua pretensão.

 A felicidade constante, não existe e a vida não é sempre um derby amigável.

Já desejar que vá a jogo mesmo com medo, é AMOR.

Ambicionar que adquira ferramentas de contra ataque, às quedas prováveis é um trabalho diário!

Por mais livros de educação que possam morar em nossa casa, se a nossa verdade não pesar mais, a prateleira fica adornada e os filhos desprovidos de conteúdo.

Para quê citar excertos de João dos Santos, se continuar a achar que os livros me ensinam, quando afinal só nos relembram o que já sabemos.

Mas nunca sabemos tudo e na verdade, não sabemos nada…

Vamos fintando a educação, como melhor sabemos, (depreendo que, influenciados pela nossa infância).

Os bons pais sabem que o mais importante, não é dizer a um filho que possuímos poderes especiais, que resolvemos tudo com uma capa protectora ou um laser azul! Que tem que ser fortes e não ter medo do escuro! Os bons pais deixam os filhos falhar o cesto de vez em quando.

Um bom pai sem se vangloriar deixa pegadas de gigante, daquelas que constroem muros de segurança e pinta o futuro das crianças com os melhores dos valores humanos, ensinando que o medo existe e nos enche a barriga de borboletas capazes de nos fazer voar, sempre que ousamos atravessar o campo que nos arrepia!

Porque um gigante pode ter a leveza de voar e a humildade de errar ou chorar.

Um gigante não é sempre corajoso mas é dotado de valores capazes de um dia serem reconhecidos como património heroico da família!

Um gigante pode ser um pai que pede desculpa e que sabe que erra todos os dias.

Mais do que exibir, que somos os invencíveis e os maiores, é dar-lhes a possibilidade de conhecerem também as nossas fraquezas como humanos habitantes do mundo real.

No final, se conseguirmos marcar pontos no futuro deles, então o jogo foi limpo, podemos envelhe(ser) felizes sendo que e a única coisa que continuaremos  a desejar é que se lembrem que, mais do que um super-herói das histórias deles, fomos quem  tentou sempre rematar na mínima  possibilidade de pontuar na felicidade dos dias.

Ansiedade

Cada vez mais a ansiedade está presente e creio que fruto desta era tecnológica também.

Já tive ataques de pânico e assumo que é das piores coisas de se sentir, contudo pior é não procurar ajuda, não falar sobre isso e esconder este sintoma por vergonha!

Vergonha de quê?

Adorei este video e a forma como a Isabel Viegas aborda com seriedade e humor a questão.

No meu caso, a medicação foi o segundo passo, depois de assumir que precisava de ajuda.

Ando sempre com o meu sos, e para viajar tento me distrair a pintar mandalas! Na ultima viagem foi assim e correu muito bem!

Xico Gaivota

“O seu trabalho não é só aquilo que se vê, é essencialmente aquilo que não se consegue ver”

Assim que ficamos a conhecer a historia do Ricardo, a Madalena quis por mãos à obra, com coisas que colecciona com lixo que apanha pelos lugares que passamos.

Mais do que arte, o Xico Gaivota é um grito, é um alerta para todos!

E o que mais me espanta, é a naturalidade, e a forma como consegue, passar ás crianças, o essencial!

E mais uma vez, a prova que podemos percorrer milhas, anos a trabalhar ao lado do que ambicionamos, mas se nos deixarmos guiar pelo nosso farol, mais tarde ou mais cedo, chegaremos ao nosso porto!

Vamos aguardar a exposição e vamos continuar por aqui a ajudar o Xico a diminuir a nossa pegada!

Podem ver a reportagem aqui.

Ainda sobre o dia da Mãe

Ainda sobre o dia da mãe… Para mim que já passei dos 40, assumo a minha lamechice aguda no primeiro domingo do mês!

Mas o melhor presente foi me oferecido ontem, quando a minha Vaiana vem directa à mesa de jantar, interrompe me a degustação da carbonara e sem pré aviso me abraça e me agradece o presente de Natal!

Os melhores presentes não precisam de laço visível, não chegam por datas marcadas no calendário, nem se vendem na Tyger!

Aquele abraço e aquele brilho nos olhos da minha filha vêem lá da infância dela!!! Daquele lugar onde tudo se semeia… E só com amor e espera, rega, fé e sorte um dia se colhe! 
E agora vou so ali ver se me entrou um mosquito para o olho!