Há coisas que se explicam melhor com uma história
Histórias ilustradas em que a criança é a personagem principal — para falar do que é difícil, e de tudo o resto.
em português de Portugal
Os próximos dias para assinalar
- 16 de outubroDia Mundial da Alimentaçãohoje
- 17 de outubroDia Internacional para a Erradicação da Pobrezaamanhã
- 24 de outubroDia das Nações Unidasdaqui a 8 dias
- 25 de outubroMuda a hora: começa a hora de invernodaqui a 9 dias
O que cabe numa mão cheia
Na fotografia, cada dedo leva um desenho pintado. Aqui, cada dedo leva uma das cinco coisas que vêm sempre com a história.

- Os dois amigos
A criança é a personagem
Escreves o nome, a idade e aquilo de que gosta. A partir daí é ela que atravessa a história — não uma criança qualquer de um livro qualquer.
- O mapa
Sete momentos
Princípio, meio e fim, sempre. A mesma estrutura em todas as histórias, para que nenhuma fique a meio no pior sítio.
- O castelo
Ilustrada de ponta a ponta
Cada momento tem a sua imagem. Uma criança que ainda lê devagar consegue seguir a história pelos desenhos.
- A lupa
Guia do adulto
O que dizer, o que não dizer, e o que fazer se a conversa for por outro caminho. Fica ao lado da história, nunca dentro dela.
- A lua e as estrelas
Atividade para imprimir
Uma folha para fazer com as mãos, depois de ler. Muitas vezes é aí, a pintar, que a criança diz o que não disse antes.
vai na mochila
Quatro passos, e depois é só ler
Faz-se no telemóvel, à noite, com a criança já deitada.
Dizes de quem é
O nome da criança, a idade e aquilo de que gosta. Leva menos de um minuto.
Escolhes o assunto
Um tema da lista — ou escreves por palavras tuas o que se está a passar em casa.
A história é escrita e ilustrada
Sete momentos, com as imagens todas, em português de Portugal.
Lês ao colo
E ficas com o guia do adulto e com a folha para imprimir no dia seguinte.
Aquilo que não se sabe bem como dizer
Há mais ao lado. E se o que se está a passar em tua casa não estiver aqui, escreve-o por palavras tuas.
- Morte de um familiar próximo
Como contar a uma criança que alguém que ela ama morreu.
- Morte de um animal de estimação
Muitas vezes a primeira morte na vida de uma criança.
- Separação e divórcio
Duas casas, duas rotinas, e uma criança no meio.
- Bullying
Quando sofre, quando assiste, e quando é ela a fazer.
- Doença grave na família
Falar de uma doença séria sem mentir e sem aterrorizar.
- Hospital e procedimentos médicos
Preparar uma criança para uma cirurgia, exame ou internamento.
- Mudança de casa, de escola ou de país
Perder o que era familiar sem perder o chão.
- Nascimento de um irmão
Deixar de ser o centro sem deixar de ser importante.
- Medos e ansiedade
O escuro, a separação, a escola, o que pode correr mal.
- Diferença e inclusão
Um irmão com deficiência, ou ser a criança diferente da turma.
- Desemprego e dificuldades em casa
Quando o dinheiro falta e a criança percebe a tensão.
- Segurança e limites do corpo
Ensinar limites, segredos que não se guardam, e a quem contar.
Para quem tem a turma inteira à frente
Fichas por situação para professores, do pré-escolar ao secundário. Cada secção indica a fonte, citável tal como está — para se poder verificar, ou levar a uma reunião de pais.
Sem ornamento e sem rodeios: o que se sabe, e de onde vem. Quando não há fonte, a ficha diz que não há.
- Como falar de morte com uma turma do 2.º ano na semana a seguir.
- O que muda no comportamento de um aluno depois de uma separação em casa.
- Sinais de que uma situação deixou de ser conflito e passou a ser bullying.
Cada secção de uma ficha indica a fonte — para copiar tal como está.
O que costumam perguntar
Em que português é escrita a história?
Português europeu, sempre. Ecrã, autocarro, casa de banho, telemóvel. A criança lê aquilo que ouve em casa e na escola, sem tropeçar numa palavra que nunca ouviu ninguém dizer.
A partir de que idade?
Há três faixas: dos 3 aos 5, dos 6 aos 8 e dos 9 aos 12 anos. O 1.º ciclo é o coração do produto, mas as histórias ajustam-se acima e abaixo: o vocabulário e o comprimento das frases mudam com a idade que indicares, e a estrutura mantém-se a mesma.
O que são os sete momentos?
É a estrutura fixa de todas as histórias: a criança começa num sítio, acontece-lhe alguma coisa, e acaba noutro sítio. Sete momentos, sempre pela mesma ordem. Serve para garantir que a história tem princípio, meio e fim — e que nunca fica a meio.
Tenho de falar do assunto à frente da criança para criar a história?
Não. Escreves a sós o que se está a passar, quando puderes. A criança recebe a história já feita, e o que tu escreveste nunca aparece dentro dela.
E se a conversa for por um caminho para o qual não tenho resposta?
O guia do adulto tem uma parte para isso: perguntas que costumam aparecer, respostas honestas que não fecham a conversa, e o que fazer quando é melhor procurar ajuda de quem trabalha com crianças. Não há problema nenhum em dizer «não sei» e voltar ao assunto amanhã.
Começa pela conversa que está à espera
Escreve o nome da criança e o assunto. A história, as ilustrações, o guia e a folha para imprimir chegam juntos.